segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Alguns apontamentos sobre o ato contra Fernando Haddad e Eduardo Suplicy



Primeiro que para São Paulo ser a tal locomotiva nacional, foi preciso explorar as riquezas dos outros estados (o que sobrava obviamente do que era explorado pelas potências imperialistas), o que permitiu o desenvolvimento daquilo que poderia se chamar de uma burguesia internamente instalada, garantindo um quinhão no ciclo de reprodução do capital.

Ao se estabelecer isso é possível entender o fundo de verdade do que está raivosa senhora fala, São Paulo é de fato terra dos coxinhas, porque o fluxo de capital passa de alguma maneira pela cidade, assim conforme sua importância crescia na economia nacional, o estado e a cidade, passaram a ser um centro irradiador da ideologia burguesa, seja para a burguesia e seu batalhão de linha de frente (os setores médios da sociedade), bem como exerce influência sobre setores grandes do operariado e assalariados (basta ver o elevado número de funcionários públicos paulista que vota no PSDB, bem como o fato do operariado do ABC, apesar de protagonizar greves e ser o berço do PT possuía um viés anti comunista).

Segundo fato, Eduardo Suplicy é aquilo que dá para se chamar de burguês esclarecido, apesar da fortuna da família, ele escolheu defender o lado de cá das barricadas, e em toda a sua vida pública é desconhecido qualquer mancha, seja por corrupção ou coisa do tipo, é um raro exemplo de figura pública que não titubeou em nada nos seus ideais, o xingamento por parte dos exaltados manifestante só atestam um ódio cego (além do analfabetismo político).

Terceiro é ódio das pessoas que protestavam, seja nas palavras de ordem, ou nos atos (claramente a mulher que se declara coxinha, agrediu o jovem que ela acusou depois de agredi-la antes dele, ou seja ela bateu primeiro e com força como a câmera registra).

Quarto mas não menos importante, por conta desse ódio todo, temo que o Haddad será morto antes do fim do mandato atropelado por um carro a 120 km por hora enquanto anda em uma ciclovia ou espera um ônibus em um ponto.




Fonte do vídeo: Estúdio Fluxo

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